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Mitos

MITO 1.

Você não pode estimular precocemente uma criança sem um diagnóstico concluído.


É desejável e justo que haja alguma definição sobre a situação de cada criança ao nascer para que se lhe dê todas as condições de desenvolvimento e crescimento. A ciência já avançou muito na descrição de uma série de síndromes, suas causas e consequências no desenvolvimento físico, mental e cognitivo que hoje permite prevenir algumas carências ainda na fase intrauterina e exames no período neonatal, que indicam diagnósticos e cuidados desde o nascimento, reduzindo os danos. Não vivemos mais em tanta escuridão e silêncio sobre as diferenças no crescimento e desenvolvimento, o que apoia também a perspectiva de médio e longo prazo de melhorar esses cuidados em diversas fases do desenvolvimento. Dificilmente o transtorno aparece isolado de dificuldades motoras na primeira infância, na expressão e na linguagem, que tanto são objeto dos primeiros olhares sobre o bebe que é o do pediatra e da família que o recebe e está ansiosa para distinguir seus traços identitários e promover sua integração no meio social. A família capaz de escutar e observar será um suporte fundamental para que a criança com algum transtorno se sinta acolhida e receba outros aportes além do amor e carinho.

Para os transtornos que se apresentam em outros momentos também o diagnóstico pode abrir uma trilha, um caminho a percorrer diante do reconhecimento da diferença.

Para a maioria das deficiências que surgem na infância e que se relacionam com "dificuldades de aprendizagem", quanto mais cedo as intervenções para estimular o desenvolvimento da criança acontecerem melhor. E como as terapias de estimulação ao desenvolvimento de bebês e crianças  são muito similares, não há nenhuma contra-indicação para usá-las o quanto antes, independente do diagnóstico. Os diagnósticos médico-científicos muitas vezes tranquilizam famílias que passam a compreender melhor o que acontece com uma criança que apresenta algum tipo de transtorno, mas vale a pena pensar que, ao mesmo tempo, um diagnóstico funciona como um rótulo e, sem querer, os familiares e amigos limitam seu olhar e restringem os potenciais dessa pessoa à síndrome ou outra questão que ela tenha. Dificuldade de aprendizagem deve ser encarada apenas como uma forma diferente de aprender e quanto mais apoio e aceitação essa pessoas tenha melhor ela estará integrada a sociedade.


A sua doação vai além do valor financeiro,
ela apoia a conquista de autonomia de pessoas com deficiências.

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