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Mitos

MITO 6.

Residências assistidas ou inclusivas cumprem a mesma função das moradias independentes ou sem-independentes.


Não necessariamente. As residências cumprem e cumpriram importante avanço na luta “antimanicomial”; também aproximaram as pessoas antes consideradas “doentes” da comunidade e provaram a relação positiva entre a remoção de barreiras e diminuição de muitos tipos de transtornos. Entretanto, existem novos modelos de moradias independentes que representam um avanço ainda maior. O fato de haver uma convivência, de certa forma imposta, entre seis, oito, às vezes mais de dez pessoas com deficiência numa residência desloca o foco da atenção e apoio individual para o grupo e para os serviços e profissionais que precisam se organizar para atende-los/assisti-los. Rotinas estabelecidas para grupo limitam a autonomia e individualidade. Existem muitas pessoas que preferem estar em grupo do que sozinhas, mas a pergunta chave é se elas escolheram com quem convivem. Existem estudos publicados que demonstram que o modelo de moradia independente costuma aumentar o bem estar de pessoas com deficiência na fase adulta, além de ampliar e potencializar novas habilidades que a rotina de um lar exige. Morar sozinho ou com alguém de sua escolha é um processo natural de amadurecimento que pode ser apoiado e mediado por profissionais que valorizem a vida independente de pessoas com deficiências. As residências resolvem de forma positiva um problema social, mas deixam a desejar quando se trata do apoderamento natural que a casa de cada um oferece.

A sua doação vai além do valor financeiro,
ela apoia a conquista de autonomia de pessoas com deficiências.

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