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Modelo de Moradia

Morar sozinho precisa ser uma opção, um direito.

No Brasil, ainda não existe um modelo de moradia independente para pessoas com deficiência como em outros países mais avançados. No entanto, o Instituto JNG viu que é possível construir mais esse importante capítulo para a inclusão social.

O Instituto JNG formalizou uma parceria com a Ability Housing Association, uma associação que promove a moradia independente com suporte individualizado no Reino Unido, com inúmeros casos de sucesso. O objetivo não é copiar o modelo existente, pois a realidade brasileira é outra, mas sim adaptá-lo para que o Brasil tenha o seu construa o seu próprio modelo.

A moradia independente com suporte individualizado para pessoas com deficiências é um modelo que prioriza a opção de morar sozinho, pois há pessoas que preferem compartilhar espaços, mas outras, não. A Inglaterra já adota o modelo há mais de 20 anos. Os imóveis possuem sala, quarto, cozinha e banheiro próprios, com um apartamento por edifício que funciona como base de apoio para a equipe de suporte. Os ganhos de não dividir um apartamento com outras pessoas são maiores do que todos conseguem imaginar. Desde o natural aumento da autoestima e autoconfiança até a melhora na comunicação, interação e desenvolvimento de novas habilidades conquistadas nas rotinas comuns de um lar, e novas atitudes com relação aos seus direitos como cidadãos. São comportamentos naturais e inerentes ao ser humano.

A experiência dos britânicos mostra que qualquer pessoa pode morar sozinha. O que varia é a quantidade de recursos necessários para apoiá-la

Precisamos pensar num modelo desse tipo para o Brasil. A ideia de que um filho deficiente pode morar sozinho não aplaca a angústia dos pais que precisam ajudar seus filhos a acreditar que eles podem ter vida independente. Mas essa preocupação precisa ser canalizada para soluções humanamente melhores e que ajudem a sociedade a evoluir.