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Diferença entre MORADIAS INDEPENDENTES e RESIDÊNCIAS INCLUSIVAS OU ASSISTIDAS

Diferença entre MORADIAS INDEPENDENTES e RESIDÊNCIAS INCLUSIVAS OU ASSISTIDAS

Antes de tudo, é preciso deslocar a visão assistencialista e piedosa para dar lugar ao sujeito que possui direitos e deveres como cidadão comum e, assim, ajudá-lo a emancipar-se. É preciso desafiar a sociedade a conviver com as diferenças dos outros e, até procurá-las para melhor compreendê-las e não para rejeitá-las.” (DESPOUY,1993)

O Instituto JNG acredita e deseja trazer como opção aos brasileiros (e estrangeiros que morem no Brasil) com algum tipo de deficiência, especialmente intelectual, o modelo de moradias independentes com apoio individualizado. 

Apesar da nomenclatura dos tipos de moradias variar de acordo com cada país, suas características seguem o mesmo perfil, conforme se segue: 

I - a pessoa vive sozinha ou com um grupo de pessoas escolhidas por critério alheio a ela; e

II - a pessoa recebe apoio, durante determinadas horas, para ajudar no cumprimento de tarefas específicas, ou se o apoio é permanente e fica na residência. 

Além disso, arquitetonicamente, existem dois modelos: apartamentos individuais comuns (sala, quarto, cozinha e banheiro) ou casas com quartos privativos ou não, mas com espaços sociais – refeitório, cozinha, lazer – comuns. 

As residências assistidas (“shared tenancies”) costumam ter espaços comuns como refeitório ou sala de estar e, geralmente, são associadas ao apoio integral e organizado por turnos (apoio permanente) para um coletivo de pessoas com deficiência. As moradias independentes (“individual tenancies”) possuem espaços “self-contained” (como cozinha, sala, quarto e banheiro) e oferecem apoio individualizado durante certos períodos do dia (“floating support”) para a pessoa que decide morar sozinha ou com alguém de sua escolha. 

De acordo com estudos feitos em 2001 pelo Departamento de Saúde da Inglaterra para examinar custos e benefícios entre diferentes modalidades de moradias, as moradias independentes (“self-contained”) e as moradias em edifícios comuns (“dispersed homes”) costumam privilegiar escolhas pessoais mais frequentemente, propiciar maior participação na vida da comunidade/bairro e mais vínculos de relacionamento pessoal, além de contar com equipe de apoio treinada e, muitas vezes, mais “sênior” na prática da construção da autonomia. As residências assistidas (“shared accomodation schemes”) ou mesmo as residências clínicas (“nursing home”), por sua vez, costumam ter melhor planejamento de atividades, mais rotinas preestabelecidas e organizadas, maior frequência e número de visitas ao centro de saúde, acarretando, assim, em melhor acompanhamento médico, além de trazer mais segurança no sentido de minorar a exposição a crimes e abusos. 

Não é possível afirmar que este ou aquele modelo é o melhor porque há evidências de casos bem-sucedidos e com boa adaptação e satisfação por parte dos habitantes em diferentes tipos de moradias. Tudo depende das expectativas de cada um. Como todas as alternativas possuem vantagens e desvantagens, é importante que a escolha do melhor tipo de moradia para cada pessoa seja feita de maneira informada e consciente sobre as especificidades envolvidas, e, principalmente, de acordo com a opinião e preferências daquela pessoa e de sua família. 

A sua doação vai além do valor financeiro,
ela apoia a conquista de autonomia de pessoas com deficiências.

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